por Carolina Toledo
Em março do ano passado, a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) já advertia, em artigo internacional publicado no ‘Brazilian Journal of Psychiatry’, que a pandemia traria uma quarta onda relativa às doenças mentais.
Se antes esses distúrbios já afetavam a produtividade de profissionais em todo o país, com este evento mundial, a nova forma de viver tornou o problema ainda mais profundo e a saúde mental dos colaboradores começa a ganhar relevância entre as lideranças das instituições.
…a saúde mental dos colaboradores começa a ganhar relevância entre as lideranças das instituições.
A auto regulação emocional não é só um problema a solucionar quando se está em crise, mas uma jornada que cada um de nós deve trilhar para viver com mais propósito.
Sempre quando nos vemos em uma situação de perder o controle do que nos é externo, tendemos a entrar em um processo interno de tensão e ansiedade, fruto da ameaça a sobrevivência e, consequentemente, causador de um desequilíbrio.
O covid19 nos fez constatar de maneira imediata e inédita, que não temos controle sobre absolutamente nada. Descobrimos um velho mundo interno que exige do indivíduo muito mais sanidade e equilíbrio, sem perder o sentido da realidade e sua capacidade de agir no mundo. Aprender a regular o universo interno com o contexto externo de forma saudável é essencial.
O covid19 nos fez constatar de maneira imediata e inédita, que não temos controle sobre absolutamente nada.
Saindo da questão da doença e olhando para ambiente de trabalho, somente agora as empresas estão com mais cuidado para o que chamamos de capital humano.
Não ajudar os funcionários com seus problemas de saúde mental tem um custo – O impacto da saúde mental nos custos empresariais é alto, pois o funcionário deprimido falta mais, onera mais os planos de saúde e tem relações interpessoais piores, reduzindo a produtividade. Traz perdas de bilhões de dólares com a queda de produtividade causada pela depressão e ansiedade.
“A Organização Mundial da Saúde estima que a depressão e a ansiedade custam à economia global US$ 1 trilhão em produtividade perdida anualmente. Mas, mais importante ainda, fornecer apoio à saúde mental dos funcionários quando eles precisam pode ajudá-los a levar uma vida mais feliz e mais saudável. Pode até salvar vidas”. fonte : LinkedIn
Então o que fazer?
A liderança deve estar cada vez mais próxima e consciente, criando espaços seguros para diálogos abertos e transparentes para que as pessoas se manifestem, deixem transparecer seus medos e principais anseios.
Construir uma rede de colaboração e sustentação para os cenários incertos, dando especial atenção ao bem-estar e saúde mental, adotando novas tecnologias, treinamentos e uma jornada de desenvolvimento para a própria liderança, orientada para o cuidado e mais preocupada com o bem-estar dos colaboradores.
“Fazer da empresa ser um lugar para SER HUMANO e não para recurso humano” é um movimento que já vinha emergindo e a pandemia acelerou, Marcelo Cardoso Fundador da CHIE.
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