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Sou um velho, e o mais significativo ainda pode estar à frente.
Passei a vida inteira sendo o mais novo significativo da sala. Comecei a trabalhar aos catorze anos; aos dezessete já era supervisor, gerente aos vinte e dois, diretor aos vinte e oito, CEO aos trinta. Minha identidade se construiu sobre a precocidade, sobre ser o jovem que chegava antes, performar e ser o melhor. Outro dia, num grupo, fui chamado de ancião e apresentado como guardião de uma linhagem de trabalhadores da transformação pessoal nas organizações. Confesso que, às

Marcelo Cardoso
há 4 dias4 min de leitura
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